
Fenômeno no Oceano Pacífico influencia o clima e merece atenção de moradores e produtores do Araguaia.
Por Redação Mídia Querência
O El Niño voltou a colocar o clima no centro das atenções. No boletim de 8 de outubro, o Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos informou que o fenômeno continua se fortalecendo, com probabilidade superior a 83% de permanecer forte a muito forte no trimestre de janeiro a março de 2027. Essa previsão indica a intensidade do fenômeno no Pacífico; os efeitos em cada município dependem também de outros fatores meteorológicos.
Como o El Niño afeta o tempo?
O fenômeno ocorre quando as águas superficiais do Pacífico equatorial ficam mais quentes que o normal, acompanhadas de mudanças na circulação da atmosfera. Essa combinação modifica o transporte de umidade e influencia a distribuição das chuvas e das temperaturas em diferentes partes do planeta.
Os efeitos variam conforme a intensidade, a duração e a época do ano. Por isso, um episódio de El Niño não produz exatamente o mesmo resultado de outro.
E em Mato Grosso?
Uma nota técnica conjunta de instituições brasileiras, incluindo INPE e INMET, aponta tendência de temperaturas mais elevadas no Centro-Oeste, especialmente na primavera e no verão, com destaque para Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.
Para as chuvas, o comportamento é menos uniforme. O documento destaca que, durante episódios fortes, o norte do Centro-Oeste pode apresentar maior irregularidade na frequência e na distribuição das precipitações. Isso exige cuidado ao transformar uma tendência regional em previsão para uma cidade específica.
Para quem vive em Querência, Campinápolis e nos demais municípios do Araguaia, a implicação prática é acompanhar as atualizações locais, sobretudo no planejamento das atividades que dependem da chuva.
A intensidade do El Niño, sozinha, não permite afirmar quantos dias ficará sem chover ou quando ocorrerá uma tempestade em cada município. As previsões sazonais ajudam a identificar tendências para os próximos meses e precisam ser acompanhadas das previsões de curto prazo e dos alertas meteorológicos.
Fonte: Mídia Querência
Texto elaborado com base em informações da NOAA — boletim de 8 de outubro de 2026, da Organização Meteorológica Mundial e de nota técnica conjunta de instituições brasileiras de meteorologia.


